Mais
uma (pequena) vitória para mim. Mais uma para vos contar!
Mesmo
antes da fase marada, andar de metro
nunca foi uma coisa de que gostasse muito. O facto de ser claustrofóbica,
misturado com a ansiedade e com o medo de ficar presa, formavam um conjunto
explosivo que me impedia de andar de metro – e eu, que não conduzo, assumo que
perdia muito tempo em percursos alternativos ao metro, de autocarro, por
exemplo.
Escusado
será dizer que, durante a famosa fase
marada, este medo ampliou-se imensamente e andar de metro passou a estar
totalmente fora de questão, totalmente fora dos meus planos e objetivos.
A
verdade é que, mesmo já estando bem há algum tempo, mesmo já tendo enfrentando
muitos obstáculos, mesmo já tendo vencido muitos medos, mesmo já estando
totalmente equilibrada e a fazer vidinha normal, nunca me preocupei muito com a
questão do metro. É algo de que, mesmo hoje em dia, não faço muita questão.
Assumo: se puder evitar, evito. Mas, lá está: desde que isso não me limite. Não
me condicione a minha vida e não me transtorne por causa disso.
Por
razões profissionais, esta semana tive de andar de metro. Primeiro,
acompanhada. Hoje, sozinha. E vou ser muito, muito honesta. Nem pensei nisso.
Não custou nada, nada mesmo. Foi como se estivesse a fazer outra coisa
qualquer.
E,
por isso, vos digo: às vezes, há situações, medos, obstáculos que não
precisamos de tentar enfrentar com todas as nossas forças. Não precisamos de
ter pressa. Basta tempo. Tempo de nos sentirmos bem e equilibrados. Tão bem,
que, sem darmos por isso, mais um medo foi vencido. Sem pensarmos nisso. Sem,
sequer, nos termos esforçado.
Teresa
Sem comentários:
Enviar um comentário