quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Eu venci este medo #3


Mais uma (pequena) vitória para mim. Mais uma para vos contar!



Mesmo antes da fase marada, andar de metro nunca foi uma coisa de que gostasse muito. O facto de ser claustrofóbica, misturado com a ansiedade e com o medo de ficar presa, formavam um conjunto explosivo que me impedia de andar de metro – e eu, que não conduzo, assumo que perdia muito tempo em percursos alternativos ao metro, de autocarro, por exemplo.

Escusado será dizer que, durante a famosa fase marada, este medo ampliou-se imensamente e andar de metro passou a estar totalmente fora de questão, totalmente fora dos meus planos e objetivos.

A verdade é que, mesmo já estando bem há algum tempo, mesmo já tendo enfrentando muitos obstáculos, mesmo já tendo vencido muitos medos, mesmo já estando totalmente equilibrada e a fazer vidinha normal, nunca me preocupei muito com a questão do metro. É algo de que, mesmo hoje em dia, não faço muita questão. Assumo: se puder evitar, evito. Mas, lá está: desde que isso não me limite. Não me condicione a minha vida e não me transtorne por causa disso.

Por razões profissionais, esta semana tive de andar de metro. Primeiro, acompanhada. Hoje, sozinha. E vou ser muito, muito honesta. Nem pensei nisso. Não custou nada, nada mesmo. Foi como se estivesse a fazer outra coisa qualquer.

E, por isso, vos digo: às vezes, há situações, medos, obstáculos que não precisamos de tentar enfrentar com todas as nossas forças. Não precisamos de ter pressa. Basta tempo. Tempo de nos sentirmos bem e equilibrados. Tão bem, que, sem darmos por isso, mais um medo foi vencido. Sem pensarmos nisso. Sem, sequer, nos termos esforçado.

Teresa

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