Foram
dois meses de férias. Dois meses sem psicoterapia – foram as férias da minha
psicoterapeuta e, depois, as minhas. Ambas merecíamos, vá! ;)
“Então
mas tu agora não estás tão bem? Porque é que vais voltar à psicoterapia?”. Pois
é, eu compreendo a pergunta, juro que compreendo. Mas, para mim, era mais do
que evidente que iria voltar. A psicoterapia é um processo. Um processo
contínuo, de longa duração. Já escrevi um bocadinho sobre isso aqui e agora
repito-o: ainda bem que assim é, porque, ao contrário da medicação, a
psicoterapia atua a longo prazo, nas questões mais profundas e não apenas nos
sintomas.
O
que há para trabalhar em psicoterapia é logicamente diferente em cada fase.
Cada fase da minha vida, neste caso em concreto: como é óbvio, o que se passa
agora não é igual ao que se passava durante a fase marada. O que há para trabalhar vai variando, vai progredindo,
vai-se consolidando.
Bem,
mas como eu estava a dizer, estive dois meses sem psicoterapia. Custou, custou
bastante, sobretudo no início. Depois, habituei-me. Sabia que havia um regresso,
uma data marcada, e isso ajudou muito. Custou-me não por estar aflita e
angustiada a precisar enormemente daquilo, mas sim pela dependência positiva
que sinto em relação à psicoterapia. É uma dependência, sim, mas uma dependência
boa: que me ajuda, que não me limita – pelo contrário -, que me faz bem. É uma dependência
controlada, porque eu não quero parar de depender dela. Por enquanto, ainda
não. É antes um investimento que faço questão de manter, pelos benefícios inegáveis
que sei provocar em mim.
Hoje,
voltei. Feliz, bem, equilibrada. Ainda bem, porque, assim, há inúmeras coisas
que posso trabalhar e explorar que, doutra maneira, não poderia. Hoje, ficou
preenchido mais um bocadinho para que seja um ano em grande. Vai ser, que eu
sei que vai.
Teresa
PS: Não, a minha psicoterapeuta não me paga para dizer estas
coisas. A Ordem dos Psicólogos também não ;) são mesmo testemunhos sinceros de
quem sabe, na pele, o quão bem a psicoterapia pode fazer.

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