segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Hoje voltei.


Foram dois meses de férias. Dois meses sem psicoterapia – foram as férias da minha psicoterapeuta e, depois, as minhas. Ambas merecíamos, vá! ;) 

“Então mas tu agora não estás tão bem? Porque é que vais voltar à psicoterapia?”. Pois é, eu compreendo a pergunta, juro que compreendo. Mas, para mim, era mais do que evidente que iria voltar. A psicoterapia é um processo. Um processo contínuo, de longa duração. Já escrevi um bocadinho sobre isso aqui e agora repito-o: ainda bem que assim é, porque, ao contrário da medicação, a psicoterapia atua a longo prazo, nas questões mais profundas e não apenas nos sintomas.

O que há para trabalhar em psicoterapia é logicamente diferente em cada fase. Cada fase da minha vida, neste caso em concreto: como é óbvio, o que se passa agora não é igual ao que se passava durante a fase marada. O que há para trabalhar vai variando, vai progredindo, vai-se consolidando.

Bem, mas como eu estava a dizer, estive dois meses sem psicoterapia. Custou, custou bastante, sobretudo no início. Depois, habituei-me. Sabia que havia um regresso, uma data marcada, e isso ajudou muito. Custou-me não por estar aflita e angustiada a precisar enormemente daquilo, mas sim pela dependência positiva que sinto em relação à psicoterapia. É uma dependência, sim, mas uma dependência boa: que me ajuda, que não me limita – pelo contrário -, que me faz bem. É uma dependência controlada, porque eu não quero parar de depender dela. Por enquanto, ainda não. É antes um investimento que faço questão de manter, pelos benefícios inegáveis que sei provocar em mim



Hoje, voltei. Feliz, bem, equilibrada. Ainda bem, porque, assim, há inúmeras coisas que posso trabalhar e explorar que, doutra maneira, não poderia. Hoje, ficou preenchido mais um bocadinho para que seja um ano em grande. Vai ser, que eu sei que vai.

Teresa

PS: Não, a minha psicoterapeuta não me paga para dizer estas coisas. A Ordem dos Psicólogos também não ;) são mesmo testemunhos sinceros de quem sabe, na pele, o quão bem a psicoterapia pode fazer.

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