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domingo, 31 de julho de 2016

Eu venci este medo #2


CONSEGUI.

Ainda não acredito bem nisto, mas consegui. Quer dizer, estou a conseguir. Escrevo este texto durante a minha viagem de avião do Porto para Faro. A primeira, desde a fase marada.

E não é que está a correr mesmo bem? Estou verdadeiramente calma e descontraída. Estar com o meu pai ao lado ajuda muito. O sentido de humor também ajuda (sempre) muito, como já me tenho fartado de referir. Talvez o facto de estar de direta e, portanto, podre de sono, também ajude um bocadinho, vá... :)

Custou-me, bastante, a descolagem. Aliás, é sempre a parte da qual tenho mais medo e que me faz verdadeiramente impressão. Mas isso... Isso já era antes da fase marada. E que bom que é respirar de alívio quando os nervos passam, quando me sinto a acalmar, quando fico, finalmente, confortável.

Claro que ainda há medo. Claro que ainda há ansiedade. Mas nada disso me consome, nada disso me limita, nada disso me impede de fazer a minha vida. Eu consegui. Estou a conseguir fazer esta viagem, melhor ainda do que conseguia fazer as viagens antes da fase marada, que já eram enorme motivo de angustia para mim.

Enfrentei. Tive ajuda. Tive apoio. Não precisei de nenhum comprimido. Só de boa companhia, de umas boas gargalhadas, de chamadas de atenção e pedidos de racionalização nos momentos certos... E de força de vontade. Bom, digamos que o meu pai também me pediu muito para fazermos esta viagem de avião e, pelo meu pai, tudo. Mas sim, valeu a pena. Não só pelo meu pai. Por mim também.

Venha a próxima ;) não, estou a gozar, que eu não tenciono que haja uma próxima assim tão tão cedo, mas quem sabe se isto agora não é sempre a melhorar...

Parece que já vamos começar a aterrar. Que maravilha! Passou a voar (ah ah ah...). 



Teresa

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Avião - o drama, o horror, a tragédia.


Preciso de ajuda! A sério que preciso. Ou, pelo menos, preciso dos vossos conselhos.

Acontece que, no próximo domingo, vou andar de avião. Sim, ouviram bem (que disparate, não ouviram, leram bem). A minha cara está qualquer coisa parecida com isto:

(imagem escolhida aleatoriamente no google. É meio parvo, eu sei. Paciência!)

"Então mas e qual é o problema?", perguntam vocês (mesmo que não perguntem, fica mais bonito assim, pronto). "Já andaste de avião milhares de vezes, és uma sortuda!". Sim, é verdade. É verdade porque consigo ter a força suficiente para não deixar de fazer as minhas queridas viagens, sobretudo agora que a fase marada já passou, apesar do meu tremendo medo de andar de avião. Andar de avião é, para mim, digamos, um mal necessário. E que mal...

Só de pensar na viagem de avião que se aproxima a passos largos, fico assim com leves suores frios e com uns certos arrepios. Tenho mesmo medo daquilo. Aliás, vou tentar explicar melhor: não é bem medo. Não sou daquelas pessoas que está sempre a pensar que o avião pode cair (já bati 3 vezes na madeira, não se preocupem) e que é inseguro e tal e tal. O problema não é esse. O grande problema é que eu própria tenho um problema chamado claustrofobia. Pois, é tramado, eu sei. Tenho uma ligeira (eufemizando a coisa) aversão a espaços fechados e a tudo aquilo que me obrigue a estar fechada. Ora e não é que no avião estou ali fechadinha, sem poder sair e sem poder abrir sequer uma janela? Claro, meia paranóica como sou, começo logo a imaginar todos os cenários - "E se me sinto mal ali em cima, o que é que se faz?"; "E se me dá uma coisinha má e eu não posso sair?”; “Ai que vai ser uma tragédia." E, e, e.... 

Eu sei, eu sei que é um esforço que vale a pena. Desta vez, vai valer de certeza, que as férias continuam, na minha segunda casa de sempre, minha querida Vilamoura. 

Ai, ajudem-me! Algum truque infalível? Dicas para o tempo passar mais rápido? Para não me enervar tanto? (por favor, não me mandem tomar 3 xanax's antes de entrar no avião...)

Teresa