Fase marada é a expressão que eu uso,
agora, para os meses que considero terem sido os piores da minha vida.
Uso-a,
admito, como defesa para não impor a carga tão negativa que essa fase merece.
Para tentar não me lembrar dela da forma tão negativa como a vivi.
A fase marada durou, digamos, uns quatro
meses – de novembro a março -, sendo que teve o seu auge ali no início deste
ano. Eu, que sempre fui uma pessoa ansiosa e, sobretudo, hipocondríaca, comecei
a ter aquilo que – soube depois – eram ataques de pânico. De seguida, aconteceu
tudo um bocadinho em bola de neve,
sem que eu conseguisse controlar o que quer que fosse.
Eu,
a miúda feliz, a miúda bem disposta, a miúda que trabalha, que tem muitos
amigos e que nunca pára quieta, dei por mim num estado em que deixei de me
reconhecer a mim própria. Sim, deixei de ser eu. Estava consumida por um estado
de ansiedade generalizada e constante, estava consumida pelo medo, estava
consumida pelo estado depressivo para o qual fui derrapando, sem me aperceber.
A fase marada foi a pior da minha vida.
Mas essa mesma fase marada trouxe-me
um número infinito de aprendizagens e de coisas boas. De verdade. A fase marada passou, a Teresa voltou, e foi precisamente por isso que
permiti a mim mesma expor-me, aqui, desta forma. Para poder falar disto no
passado mas, sobretudo, para poder mostrar como consegui chegar aqui, hoje, ao
presente.
Teresa
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