quinta-feira, 14 de julho de 2016

Mas, afinal, o que é a fase marada?


Fase marada é a expressão que eu uso, agora, para os meses que considero terem sido os piores da minha vida.
Uso-a, admito, como defesa para não impor a carga tão negativa que essa fase merece. Para tentar não me lembrar dela da forma tão negativa como a vivi.

A fase marada durou, digamos, uns quatro meses – de novembro a março -, sendo que teve o seu auge ali no início deste ano. Eu, que sempre fui uma pessoa ansiosa e, sobretudo, hipocondríaca, comecei a ter aquilo que – soube depois – eram ataques de pânico. De seguida, aconteceu tudo um bocadinho em bola de neve, sem que eu conseguisse controlar o que quer que fosse.

Eu, a miúda feliz, a miúda bem disposta, a miúda que trabalha, que tem muitos amigos e que nunca pára quieta, dei por mim num estado em que deixei de me reconhecer a mim própria. Sim, deixei de ser eu. Estava consumida por um estado de ansiedade generalizada e constante, estava consumida pelo medo, estava consumida pelo estado depressivo para o qual fui derrapando, sem me aperceber.

A fase marada foi a pior da minha vida. Mas essa mesma fase marada trouxe-me um número infinito de aprendizagens e de coisas boas. De verdade. A fase marada passou, a Teresa voltou, e foi precisamente por isso que permiti a mim mesma expor-me, aqui, desta forma. Para poder falar disto no passado mas, sobretudo, para poder mostrar como consegui chegar aqui, hoje, ao presente.

Teresa 


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