segunda-feira, 25 de julho de 2016

Rir é (sempre) uma boa opção.


O meu namorado goza comigo. E isso é bom.

Bem, isto não é assim tão estranho quanto parece, juro-vos. Não fiquem já a achar que pirei de vez ou que o excesso de sol me está a fazer mal à cabecinha (muito, muito pelo contrário...!)

Ora, então, eu passo a explicar:

O meu namorado apareceu na minha vida depois de a fase marada ter ido embora. Foi assim uma espécie de troca por troca, estão a ver? Mas eu fiquei a ganhar, e muito, com essa troca! ;)

Bom, mas o que eu ia mesmo dizer é que ele sabe tudo aquilo pelo que passei, e, mais ainda, respeita-me, compreende-me e apoia-me a mil por cento.  E não é só isso. Ainda tem o dom de saber brincar com as minhas fragilidadeshipocondria’s calling, por exemplo -, de as desvalorizar não as desvalorizando (estranho? Mas muito bom!) e de me fazer rir.


O meu namorado ajuda-me a que eu própria consiga brincar com a minha hipocondria e consiga relativizá-la e isso, para mim, é absolutamente fundamental. Saber rir de nós mesmos pode ter benefícios incríveis e ser um enorme passo para aceitarmos, enfrentarmos e até mesmo ultrapassarmos as nossas fragilidades. Comigo, pelo menos, resulta. Resulta muito e muito bem.

E agora, para terminar, depois de todo este blá blá blá (mas sincero!), não resisto a transcrever-vos uma das nossas conversas recentes, que se passou no fim-de-semana (atenção: isto não é um caso único. Como esta, há mil e quinhentas. Ou mais):

T (eu) – Dói-me aqui um bocadinho o peito. Achas que é uma doença grave?
P – Acho.
T – Diz lá a verdade... O que é que achas que eu tenho? É melhor veres, por favor, se o meu coração está a bater bem... Podes ver?
P – Ora deixa cá ver. Nem o sinto... Se calhar já parou.
T – Oh páaaaa... Agora a sério... Achas que é grave?
P – Sim. Pelo que descreves, vejo aí uma trombose com sinais de ataque cardíaco, mais um AVC elevado ao quadrado. Tudo junto.
T – Não gozes... Está-me mesmo a doer o peito! E agora? O que é que eu faço?
P – Pelas minhas contas, é melhor ires dar um último mergulho à piscina, porque deves ter aí um minuto e trinta e sete segundos de vida.

E esta conversa termina com os dois a rirmos à gargalhada. E comigo a esquecer a dor no peito. A desvalorizá-la. A perceber que estou, de facto, rodeada de coisas boas na minha vida, que me têm feito esquecer a hipocondria e coisas que tal. Ou, pelo menos, a escondê-la assim num cantinho pequenino, mais pequenino do que de costume. 

Teresa

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